ENERGIA SOLAR
Energia solar é a designação dada a qualquer tipo de captação de energia luminosa (e, em certo sentido, da energia térmica) proveniente do Sol, e posterior transformação dessa energia captada em alguma forma utilizável pelo homem, seja diretamente para aquecimento de água ou ainda como energia elétrica ou mecânica.
No seu movimento de translação ao redor do Sol, a Terra recebe 1 410 W/m² de energia, medição feita numa superfície normal (em ângulo reto) com o Sol. Disso, aproximadamente 19% é absorvido pela atmosfera e 35% é refletido pelas nuvens. Ao passar pela atmosfera terrestre, a maior parte da energia solar está na forma de luz visível e luz ultravioleta.
As plantas utilizam diretamente essa energia no processo de fotossíntese. Nós usamos essa energia quando queimamos lenha ou combustíveis minerais. Existem técnicas experimentais para criar combustível a partir da absorção da luz solar em uma reação química de modo similar à fotossíntese vegetal - mas sem a presença destes organismos.
Vantagens
A energia solar não polui durante seu uso. A poluição decorrente da fabricação dos equipamentos necessários para a construção dos painéis solares é totalmente controlável utilizando as formas de controles existentes atualmente.
As centrais necessitam de manutenção mínima.
Os painéis solares são a cada dia mais potentes ao mesmo tempo que seu custo vem decaindo. Isso torna cada vez mais a energia solar uma solução economicamente viável.
A energia solar é excelente em lugares remotos ou de difícil acesso, pois sua instalação em pequena escala não obriga a enormes investimentos em linhas de transmissão.
Em países tropicais, como o Brasil, a utilização da energia solar é viável em praticamente todo o território, e, em locais longe dos centros de produção energética, sua utilização ajuda a diminuir a demanda energética nestes e consequentemente a perda de energia que ocorreria na transmissão.
Energia Solar no Mundo
Em 2004 a capacidade instalada mundial de energia solar era de 2,6 GW, cerca de 18% da capacidade instalada de Itaipu. Os principais países produtores, curiosamente, estão situados em latitudes médias e altas. O maior produtor mundial era o Japão (com 1,13 GW instalados), seguido da Alemanha (com 794 MWp) e Estados Unidos (365 MW)[2].
Entrou em funcionamento em 27 de Março de 2007 a Central Solar Fotovoltaica de Serpa (CSFS), a maior unidade do género do Mundo. Fica situada na freguesia de Brinches, Alentejo, Portugal, numa das áreas de maior exposição solar da Europa. Tem capacidade instalada de 11 MW, suficiente para abastecer cerca de oito mil habitações.
Entretanto está projectada e já em fase de construção outra central com cerca de seis vezes a capacidade de produção desta, também no Alentejo, em Amareleja, concelho de Moura.
Muito mais ambicioso é o projecto australiano de uma central de 154 MW, capaz de satisfazer o consumo de 45 000 casas. Esta situar-se-á em Victoria e prevê-se que entre em funcionamento em 2013, com o primeiro estágio pronto em 2010. A redução de emissão de gases de estufa conseguida por esta fonte de energia limpa será de 400 000 toneladas por ano.
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A evolução tecnológica dos
sistemas hidráulicos gerou uma necessidade de incrementar a eficiência
e confiabilidade dos sistemas de filtração, devido ao aumento da
sensibilidade e da diminuição das folgas entre as partes móveis dos
componentes.
A contaminação do fluido hidráulico afeta a lubrificação das partes
internas dos equipamentos, ocasionando danos como: desgaste das peças,
oxidação, orifícios bloqueados e etc.
Os principais tipos de contaminação encontrados em um sistema
hidráulico ou lubrificante são partículas sólidas, água e ar.
Tamanho Relativo das Partículas
MEIO FILTRANTE
É a parte do filtro responsável pela remoção dos contaminantes.
Existem dois tipos de filtragem:
Em Superfície;
Telas.
Em Profundidade.
Celulose
Micro Fibra de vidro
Filtragem Superficial
São caracterizadas por filtros de tela, os quais possuem tamanho fixo
na retenção de partículas
Filtragem em Profundidade.
São filtros que se caracterizam pela diversidade de poros em formato de
labirinto. Este tipo de formação faz com que as partículas fiquem
aprisionadas no interior do meio filtrante.
Conseguindo alta eficiência com filtração de profundidade
A construção de um filtro de alta eficiência é realmente muito simples:
basta que haja um material com furos pequenos o bastante para prender a
contaminação e o projeto está completo.
Entretanto, quando todos aqueles pequenos furos estiverem tapados ou
saturados, o filtro estará inutilizado e deverá ser limpo ou
descartado. O objetivo da filtração deve incluir remoção das partículas
e durabilidade, consistindo com o processo e seus fatores econômico.
A filtração de profundidade provou ser uma maneira econômica e eficaz
de projetar filtros nos quais obtém-se alta eficiência e vida longa.
Utilizando os princípios básicos de tecnologia de filtração, é possível
construir elementos filtrantes que operam por longos períodos,
obtendo-se eficiência apropriada para a maioria dos processos
industriais.
Princípios Básicos da Filtração de Profundidade
Na filtração de profundidade, os contaminantes são removidos por meio
de toda a profundidade do meio filtrante em questão e não apenas na
superfície de entrada e de contato com estes contaminantes. Estes dois
efeitos (ilustrados na figura), podem ser operados no mesmo filtro e ao
mesmo tempo. Entretanto, um filtro de superfície corretamente projetado
deve remover e impedir a migração da partícula pelo meio filtrante. Se
um filtro de profundidade forma “torta” na superfície de entrada, sua
vida útil estará comprometida e o performance obtido será bem abaixo do
esperado.
O primeiro objetivo de um filtro de profundidade corretamente projetado
é a prevenção do carregamento de superfície para permitir que o volume
do meio filtrante seja utilizado.
A remoção de sólidos com a filtração foi um processo essencial por
milhares de anos. A ciência da filtração e a tecnologia material
desenvolvida no passado permitiram que um projeto moderno conseguisse
os resultados que não eram previamente possíveis. Tal projeto depende
de uma compreensão dos princípios por meio da ciência da separação
multifase. Diversos mecanismos físicos básicos trabalham juntos para
produzir alta eficiência em filtração. Para esta discussão da separação
de partículas. Os mecanismos importantes são:
Intercepção
A maior parte das pessoas envolvidas em processos de filtração, num
primeiro momento concluem que todos os filtros trabalham com a
interceptação, isto é, a partícula maior que os furos é retida e
permanece no meio filtrante. Em um filtro de profundidade, entretanto,
este mecanismo pode gerar a perda prematura da eficácia do meio
filtrante de profundidade.
Sedimentação
Partículas maiores podem ser forçadas a manter-se para fora antes de
alcançar o meio filtrante, em caso de uma mudança repentina de
velocidade do fluxo. Um bom exemplo deste efeito é a geometria do fluxo
de um filtro de bolsa, o fluxo entra na bolsa filtrante axialmente e,
em seguida deve ter um giro de 90° para passar pelo meio filtrante. As
partículas pesadas muitas vezes não têm condições de realizar esta
curvatura, ficando depositadas no fundo da bolsa. Este efeito pode agir
como uma etapa de pré-filtração para permitir que as partículas grandes
sejam retidas antes da obstrução / saturação do meio filtrante.
Difusão
Todas as partículas apossam-se da energia cinética devido a temperatura
do fluido.
Para partículas grandes, as forças são suficientes Para superar todo o
movimento aleatório que possa resultar dessa energia, entretanto, em
partículas menores (< 3µm) estes movimentos aleatórios podem
fazer com que elas difundam para fora das linhas de fluxo do líquido.
Para estas partículas, aumentar a quantidade atual da superfície pode
conduzir a uma incidência elevada das partículas que golpeiam a
superfície onde podem ser retidas por força de Van Der Waals. Os
filtros de profundidade utilizam diâmetros de fibras muito pequenos
para aumentar a remoção da área de superfície, e de partículas pequenas.
Como, então, estes mecanismos são incorporados no projeto do filtro?
Vamos revisar cada um para determinar como os projetos podem ser
otimizados propriamente utilizando cada um destes mecanismo de
filtração.
Separação Inercial
O efeito da separação inercial pode ser experimentado cada vez que se
dirige um auto-móvel em torno de uma curva na estrada. Se os pneus não
fornecerem a tração adequada, o veículo pode deslizar fora da estrada,
der-rapando em um sentido tangencial ao trajeto da estrada.
O mesmo ocorre quando as partículas pesadas encontram uma mudança na
velocidade. Se sua massa for grande o suficiente, podem ser extraídas
do fluxo por mudanças na velocidade. A separação inercial pode ser
usada para remover as partículas do fluxo e fixá-las nas fibras. Uma
vez em contato com as fibras, as partículas manten-se fixas pelas
forcas de “Van Der Walls”. Este “corpo a corpo” das forças é
extremamente forte e efetivo para manter as partículas fixadas nas
fibras.
Razão Beta
A razão beta é a contagem do número de partículas de uma dado tamanho
antes e depois do fluido passar através do filtro. E seu objetivo é
definir a eficiência do meio filtrante.
Eficiência do Meio Filtrante
É sua capacidade de remover certos tamanhos de contaminantes.
Quanto maior for a eficiência do meio filtrante, menor será a vida útil
do filtro.
Diminui-se a Razão Beta de 1 e dividi por ela mesma, e depois
multiplica por 100. Essa é a eficiência nominal.
Então para um filtro de Razão Beta = 2 (partículas de 10 µm); sua
eficiência nominal será de 50%.
Classe de pureza
A escolha do meio filtrante é um processo que requer certos cuidados,
pois é o meio filtrante o principal componente de um filtro. A escolha
errada pode não dar o resultado esperado ou até mesmo provocar
prejuízos incalculáveis.
Os fabricantes de equipamento erroneamente indicam a troca do elemento
filtrante em horas de operação e esquecem que a quantidade de
contaminantes no sistema, no fluido e os provenientes do ambiente,
contribuem enormemente na redução da vida do elemento filtrante. Esta
redução é percebida pelo aumento da pressão diferencial ou pela
indicação de restrição nos indicadores.
O acumulo de partículas fechando os poros do meio filtrante, impedindo
que o fluido passe, aumentando o diferencial de pressão entre a entrada
e a saída do elemento.